Cecília Vilas Boas

quarta-feira, 22 de junho de 2016

INCONFIDÊNCIAS



 
Não há memórias que nos separem.
Não há tempo nem ausências que nos afastem.
 
 
 
 
 
 
novo livro, lançamento no passado dia 15 de maio
prefácio José Luís outono
Chiado Editora
 

quinta-feira, 21 de abril de 2016

look inside yourself...




"... look inside yourself
Like your oldest friend, just trust the voice within
Then you'll find the strength, that will guide your way
You'll learn to begin to trust the voice within..."


quarta-feira, 20 de abril de 2016

Serei eu...



Serei eu a indómita consciência
Dum tempo capaz de abraçar tormentas
Ou de lembrar voos ausentes de gaivotas
Esquecidos numa linha de desejos

Serei eu capaz de ouvir na distância
Um pulsar de vontades marés
Ou sentir crepúsculos extenuantes
De olhares enevoados

Serei eu a vontade do mar
Que desenlaça virtudes que o desejo escreve
Amanheceres impolutos em horizontes difusos

Serei eu os caminhos vazios de silêncios
Veredas que se desencontram
Um ponto no universo que reflete um brilho memorial.

Cecília Vilas Boas



 
foto António Caeiro

 


 

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

renascer...


É nesta serenidade que as sombras se diluem
a natureza é livre e harmoniosa
os pássaros são sabedores
por isso permanecem no coração do oceano
as pedras descansam, húmidas, silenciosas
o tempo de ser feliz aduba-se aqui
todas as viagens são possíveis neste estado de ser
todos os ventos, todas as palavras, todos os sentires
como se todo o respirar fosse virgem
numa simbiose perfeita entre a natureza e o som quieto que dela emana

Não há resistência, só contemplação.


Cecília Vilas Boas
(a publicar)


 
foto CVB
 

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

"da lama nasce a flor de lótus"



Om mani padme hum 
 "da lama nasce a flor de lótus"





"Om Mani Padme Hum"
A prática do Caminho leva à transformação do corpo, da fala
e da mente impura na exaltação de pureza.



sexta-feira, 25 de setembro de 2015

onde moram as aves...

Trazem uma história na voz
E o mirante no olhar
Pedra sobre pedra
Anéis de ventos
Onde moram as aves
Cantam palavras clandestinas com tempo habitado
E pelas frestas da voz
Ressoa esperança e caminhos que ousam confiar
Renascem memórias
Compõe-se o silêncio
E a palavra amacia os lábios
E as sílabas do espaço que é de todos
Ditam-se pedaços de sentires sem pontuação
Nada é definitivo, apenas a vida que o tempo escreve
As asas das aves não se confundem com o céu
Nem os cânticos com o vulgar
São páginas de letras intensas onde o corpo acaba por adormecer.

Cecília Vilas Boas
(a editar)