Cecília Vilas Boas

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

a verdadeira essência...


Já de nada vale a inquietação. Tudo tem um início e um fim...
Os dias não começam nem acabam hoje, nem o sol nem o crepúsculo

Tão frágil a vida e nós, todos nós...
E assim corre o tempo no rio da vida
Sóis de amor, de saudade...
De luta de dor,de alegria

E assim se julga viver, enquanto nos é permitido olhar o azul intocável do céu, sentir o cheiro envolvente do mar ou contemplar o simples voo de uma gaivota...

Nas leiras do tempo escoam-se vidas entre o tempo que dura o cair das folhas dos plátanos, repartido entre manhãs e noites e pouco mais...

Mas no lar da simplicidade semeiam-se nenúfares na íris da vida, pinta-se de cores o breu da noite, inala-se demoradamente o perfume das flores campestres
É lá que habitam as memórias... permanecem mesmo depois do fim (...)

Cecília VB

(a publicar)
 
 
 

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