Cecília Vilas Boas

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Pergunto-te onde se acha a minha vida

Em que dia fui eu.
Que hora existiu formada
de uma verdade minha bem possuída

Vão-se as minhas perguntas aos depósitos do nada.
E a quem é que pergunto?

Em quem penso, iludida
por esperanças hereditárias?

E de cada pergunta minha
vai nascendo a sombra imensa
que envolve a posição dos olhos de quem pensa.

Já não sei mais a diferença
de ti, de mim, da coisa perguntada,
do silêncio da coisa irrespondida.

Cecilia Meireles


2 comentários:

  1. Ah, Cecília Meireles! A poesia de Cecília é fascinante.
    Um feliz final de semana pra você.
    Bjs :)

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  2. Nádia, também gosto muito de Cecília Meireles Gosto também muito de Fernando Pessoa, Florbela Espanca, entre muitos outros.
    Bom fim de semana pra você também.
    Bjs

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