Cecília Vilas Boas

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Vazio

Há certos dias
Que sinto em min’alma
Um vazio infinito,
Um vazio sem sentido,
Um vazio indefinível,
Vazio dos ventos e procelas,
Vazio que vem de longe
Cuja origem desconheço,
Maior,
Muito maior que a solidão...
Há certos momentos
Que sinto dentro de mim
Um vazio talvez originário das vagas,
Dos grandes mares
E que às vezes me inunda,
Quase me faz soçobrar...
Há certas horas
Que sinto dentro de mim
Um vazio que se agiganta,
Diante do qual me sinto pequenino
E comparo este vazio tão grande
Ao vazio da hora do adeus...
Mas existe, sim,
Um vazio,
Muito maior do que todos os vazios,
E que se alojam no âmago dos corações,
O vazio imenso da saudade!...

Olimpyades Guimarães Corrêa
Em Neblina do Tempo

2 comentários:

  1. A saudade deixa dentro da gente um vazio dolorido, que aperta e dá um nó na garganta.
    Belos versos!

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  2. Sim Regina, a Saudade é terrível...
    Muito obrigada pelo seu comentário.

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