Cecília Vilas Boas

sábado, 9 de abril de 2011

o meu ser

Naquela tarde, ao por do sol, estava só.
De mãos dadas com o pensamento, pude questionar-me.
Onde teria eu deixado de ser?
Nada fazia entender o porquê da distância comigo própria.
Talvez quisesse enganar o tempo, ou esquecer o desejo de ser eu.
Em que lua fui perdida, em que mar esquecida?
Leve gosto doce, de memórias esvaídas no passar dos dias.
Decaídos sonhos ou encantamentos de menina.
Tristes desejos, algum dia esperançados, vida em vão?
Serei injusta com o meu próprio destino ou talvez não.
Ânsia dum rasgo de sol, no meu caminhar sombrio.
Encontro o meu ser? Quem sabe, um dia.


OA.S




6 comentários:

  1. Essa insensibilidade, esse sentido de despersonalização assusta por deixar a humanidade mais ao lado e nos vermos como personagens que nem ao menos conseguem se espantar com o fantástico e com as misérias...assusta por não mais assustar!Falou tudo!Se isso é sentimento seu saiba que é compartilhado!Abração!

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  2. Estes momentos assaltam-nos muita vez, deixamos de nos reconhecer, o espelho já não nos reflecte...
    É a vida na sua dura ambiguidade.
    Beijinho minha querida

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  3. xiiiiiiii..fico sempre um pouco estático com textos que descrevem o desamor ....rs...tenho aprendido que apesr de todo o amor e todo o sofrimento ,o tempo corre ..quanto mais tempo demoramos a tomar a iniciativa mais ele corre sem nos dar tempo de recuperar e sarar as feridas..bjs bom fim de semana.

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  4. Anderson, temos momentos....penso que todos nós.
    Abraço
    oa.s

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  5. Sandra, é isso mesmo, por vezes o reflexo é tão pouco nítido que nos faz pensar.
    bjs querida.
    oa.s

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  6. Joaquim, o ser humano é complicado demais!!!! Quem dera não ser :(
    bom fim de semana para ti também
    bjs

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