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A mostrar mensagens de Setembro, 2015

onde moram as aves...

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Trazem uma história na voz E o mirante no olhar Pedra sobre pedra Anéis de ventos Onde moram as aves Cantam palavras clandestinas com tempo habitado E pelas frestas da voz Ressoa esperança e caminhos que ousam confiar Renascem memórias Compõe-se o silêncio E a palavra amacia os lábios E as sílabas do espaço que é de todos Ditam-se pedaços de sentires sem pontuação Nada é definitivo, apenas a vida que o tempo escreve As asas das aves não se confundem com o céu Nem os cânticos com o vulgar São páginas de letras intensas onde o corpo acaba por adormecer. Cecília Vilas Boas (a editar)