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a verdadeira essência...

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Já de nada vale a inquietação. Tudo tem um início e um fim... Os dias não começam nem acabam hoje, nem o sol nem o crepúsculo Tão frágil a vida e nós, todos nós... E assim corre o tempo no rio da vida Sóis de amor, de saudade ... De luta de dor,de alegria E assim se julga viver, enquanto nos é permitido olhar o azul intocável do céu, sentir o cheiro envolvente do mar ou contemplar o simples voo de uma gaivota... Nas leiras do tempo escoam-se vidas entre o tempo que dura o cair das folhas dos plátanos, repartido entre manhãs e noites e pouco mais... Mas no lar da simplicidade semeiam-se nenúfares na íris da vida, pinta-se de cores o breu da noite, inala-se demoradamente o perfume das flores campestres É lá que habitam as memórias... permanecem mesmo depois do fim (...) Cecília VB (a publicar)       Monet     

Prece...

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  Meu Deus Hoje quero banhar o meu corpo na fonte das águas luzidias Quero descansar na suavidade do vento Deixar-me seduzir pelo sussurro do silêncio… Aqui, onde não existem trevas nem almas mundanas Onde as vaidades, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida não têm lugar Sinto que aqui, a paz trazida pelos mares dilui a corrupção do mundo Fecho os olhos e visto-me de fragrância a quietude… Fortifico-me no caminho estreito onde a justiça e a natureza pura dos corações impera O amor é um verdadeiro tesouro mas resguardemo-nos do Homem abominável, pois esse será humilhado sem condescendência e descerá sobre ele o corolário do ego e da sua vaidade Mas fixemo-nos no sol, no brilho dos olhos das crianças Na sua inocência… Belíssimos os sorrisos e os sonhos que planam na natureza que Deus criou De que vale a moral para o gentio cujos corpos se despem em sinal de convite Trajes sedutores, decotes que convidam a uma viagem ao mundo carnal Tudo e...

um dia, em qualquer tempo...

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Se o tempo fosse o vento Ou se o vento fosse o mar Os meus olhos encontrariam os teus Na encruzilhada das marés Se as madrugadas fossem o renascer E o renascer fosse a vida As tuas mãos seriam o meu aconchego Ao raiar do dia E se a dor fosse a cura E a cura a paixão O teu corpo seria o meu templo Nas escarpas do desassossego Ou se as palavras fossem mansas E a mansidão fosse a voz O teu sorriso seria a minha luz Nas trevas da noite Mas o tempo não é o vento As madrugadas não são o renascer A dor não é a cura E as palavras não são mansas Um dia, em qualquer tempo, Mesmo que já sem tempo Entenderás que a brisa morna me aquieta Um dia, em qualquer tempo Mesmo que já sem tempo… Cecília Vilas Boas

o sábio...

O sábio alicerça a sua casa em silêncio e benevolência. Lavra o caminho O estreito, porque o largo desmorona-se por si só Prepara o seu coração, lar onde habita o amor Grita da dor aos ventos que passam Por ser simples e humilde aceita a voz do entendimento Não olha o escarnecedor nem o ímpio nem os afronta E o alvoroço dos que se dizem almas grandes, não escuta Ouve, ao invés, as águas remansadas da quietude e pacifica Escuta o Senhor por isso é sábio e justo O sábio conhece os simples e puros de coração Perdoa os que o condenam Mas guarda nos seus ensinamentos a verdade O sábio cresce com a dor provocada pelas injúrias dos seres pequenos E em retiro ora... O sábio afasta-se do algoz que não profere palavras Mas que tem um coração onde a traição enraíza Tal como enraíza a hera nos muros dos cemitérios O sábio colhe estrelas nos olhares da verdade E semeia ventos de amor na íris dos fiéis O sáb...

Lançamento da coletânea "Terras Vividas e Sonhadas"

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Lançamento da coletânea "Terras Vividas e Sonhadas", onde participo como co-autora, dia 14 de Dez, 16h, Bulhosa, Entrecampos. Editora Esfera do Caos. Coordenador Miguel Almeida. Esperamos por vós! Excerto do poema Pagum somnia  (a aldeia dos sonhos) "Na aldeia dos sonhos, quando a luz se recolhe Conta-se das viagens e das lutas duma pátria Das traições das gentes que não conhecem a palma da própria mão São facetados os olhos daqueles que abdicam da verdade Por isso os invernos são frios e duros nas planícies áridas E são infindáveis os caminhos que levam ao exílio E os lares e os álamos choram Tal como chora o coração dos pássaros que se afastam dos seus voos Ou as folhas das oliveiras quando se lavram distâncias Entre a terra que as alimenta e as tempestades que as fustigam (...)" Cecília Vilas Boas   http://www.esferadocaos.pt/pt/catalogo_detalhe_esfera_contemp205.html     

um tempo...

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Peço ao tempo que me conduza num tempo que desejo dentro de mim do meu ser para mim mesma de paz e harmonia de encontro de conhecimento de luz. cecilia vb

nobreza d'alma...

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Nobreza d'alma, em ÂMBAR E MEL, Chiado Editora, 2011 Lembro-me dos invernos em criança, em casa da minha avó. Com trovoada, à média luz e sentadas à lareira, esta linda criatura, cheia de amor e carinho, passava serões a contar-me histórias de encantar. Ensinou-me a acreditar na vida e na beleza dos sonhos. A sua força era um pilar para mim, a sua postura exemplar perante a vida e perante os problemas. Sempre digna e respeitada por todos, minha confidente, minha amiga, minha conselheira, fonte de paz e tranquilidade. Mostrou-me a nobreza de espírito, ensinou-me a respeitar e a perdoar. Ao recordá-la, rolam pela minha face, lágrimas de saudade. Sempre me disse que o céu era o lugar para onde iam as almas grandes, generosas. Talvez por isso, goste tanto de estrelas. Quando olho o céu em contemplação, sei que a estrela mais cintilante, é o seu sinal, a sua força para que eu continue a acreditar nos sonhos. Sonho com um mundo sem hipocrisia, sem sarcasmo Sonho com u...